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EDUCAÇÃO: ASSIM SE FAZ

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quarta-feira, 10 de março de 2010

LIMITES: HORA DE REPENSAR NOSSOS CONCEITOS

Que toda criança tem o direito de receber uma boa educação, cuidados emocionais e físicos, atendimento de saúde prioritário e de qualidade, para tornar-se uma pessoa que possa conviver em uma sociedade exercendo seus deveres e cobrando seus direitos, todos nós já sabemos, o que ainda não conseguimos ainda é descobrir qual o caminho a percorrer para que isto realmente aconteça. Quando falo que não conseguimos, uso o sentido mais amplo da palavra, pois, em uma sociedade na qual a geração ascendente via no autoritarismo a forma correta de punir aqueles que “infringiam algumas regras”, e hoje os exemplos que tivemos muitas vezes de educação já não são mais aceitos pela sociedade que nos envolta, acabamos por ficar a mercê das crianças que “por acaso” nos tratam com seu autoritarismo infantil. Passo então a me questionar: será que nossos pais nos amavam menos do que amamos nossos filhos, nossos alunos? Não. Amavam tanto quanto amamos nos dias de hoje, porém, acreditavam em apenas uma forma diferente de educar. Se esta era a forma correta ou não de educar, não é o objetivo deste post afirmar.. Hoje, a criança já não é mais vista como uma tabula rasa. Passou a ser respeitada em sua individualidade, bem como, em suas necessidades, o que é um grande passo para a sociedade. Porém, muitos de nós, nos vemos em constante conflito com o “certo e errado” para se educar e a única saída que eu vejo se condensa em uma única palavra: LIMITE. Segundo o dicionário limite é definido como : 1.Fronteira ; linha real ou imaginária que separa dois terrenos ou territórios contíguos . 2. Linha de demarcação . 3. Ponto que não ser ultrapassado. Colocando esta palavra em uma linha imaginária ao lado da palavra educar, percebemos que ela transmite um conceito que vai além da definição acima citada. Ela, nos diz muito. Nos mostra que não devemos ser complacentes ao perceber algumas atitudes em nossas crianças. Devemos mostrar a todo momento o SIM e o NÃO e o porquê de cada resposta que envolva essas seis letras, considerando como princípios básicos para a educação sem traumatizar uma criança: • educar através do exemplo; • ensinar a criança que nem todas suas vontades poderão ser satisfeitas; • explicar sinceramente o porquê do NÃO que foi dito; • educar a criança para que saiba quais são seus direitos e seus deveres; • mostrar se há ou não real necessidade de adquirir algo que se refere aos seus desejos de consumo;Finalizando, ao conseguir isto, o que de antemão já percebemos que não é uma tarefa fácil, porém possível, encontraremos o meio termo das coisas evitando os fracassos, como já observava Confúcio. Afinal, o homem, como ser social possui a individualidade, necessita viver consigo mesmo e com os outros, porém, as leis pessoais não são as mesmas que as sociais. Os limites das pessoas também são diferentes. Neste ponto começa o limite entre o pessoal e o social. Existem situações que podem ser ignoradas, passíveis de serem aceitas, em prol da sociedade, do bem comum. Mas o limite, pode variar muito: toleramos algo numa manhã, mas se o mesmo assunto for apresentado à noite..., passa dos limites. Quereríamos que este limite fosse mais elástico, e de certo modo o é. O limite da tolerância tem por um lado a manutenção da individualidade e por outro a inclusão do individual no social. Se isto não ocorrer, alguns perdem sua individualidade e outros são excluídos e preferem se isolar do convívio social.

Um comentário:

  1. Ser educador hoje, é ser guerreiro!!!!Enfrentamos barreiras, que antes eram somente com os adultos.
    Nossas crianças, deixaram de ser infantis, e passaram a querer e exigir "direitos" que não lhes cabem.
    Creio que o limite é, na atual realidade educacional, um dos pontos mais importantes para ser discutido e mais que isso, aplicado.
    Precisamos retornar nossas crianças pro mundo delas, para que vivam seu momento, e não percam essa fase tão brilhante que é a infância.
    Mas para que isso ocorra, os limites tem que existir, tem que aparecer, tem que reviver...

    Profª Renata Longui

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